Cardiopatias em roedores, ferrets e coelhos (lagomorfos)

Chinchilas podem apresentar murmúrio na auscultação cardíaca. Até a presente data não há relação comprovada entre os murmúrios e cardiopatias. Como exceção uma chinchila macho o qual apresentava murmúrio cardíaco ao exame clínico. Ecocardiografia e eletrocardiografia revelaram um defeito no septo ventricular e regurgitação na tricúspide.

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Trombose atrial tem sido descrita em hamsters. A maior parte das tromboses ocorre no átrio esquerdo secundário a falência cardíaca e coagulopatia. Nos hamsters mais velhos os sinais clínicos podem ser hiperpnéia, taquicardia, e cianose. Os animais que não recebem tratamento geralmente morrem dentro de uma semana. A incidência de trombose atrial é influenciada pelo status endócrino do animal, e especialmente pela quantidade de andrógeno circulante. A castração nos hamsters machos está ligada a maior incidência de trombose atrial nestes animais. A cardiomiopatia deveria ser suspeitada em animais com idade superior a um ano e meio, apresentando taquipnéia, letargia, anorexia e extremidades frias.

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Edema pulmonar, acúmulo de fluido no tecido intersticial, alveolar, e brônquico, ocorrem conjuntamente com desordens circulatórias. Falência cardíaca e arteriosclerose são verificadas em coelhos devido a sua grande longevidade (mais de 10 anos é comum). Para diferenciar patologias cardíacas de processos infecciosos, é necessário recorrer a exames de sangue, avaliação radiológica, e auscultação de sons típicos em doença pulmonar. Caso seja encontrado edema pulmonar, o tratamento com diuréticos e broncodilatadores se faz necessário.

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Nos ferrets as cardiopatias são achados comuns. Animais acometidos apresentam história de inapetência, perda de peso, letargia, e dificuldade de locomoção. Fraqueza em membros posteriores é achado comum. Diferentemente do que acontece em cães, emese e tosse são achados atípicos. Nestes animais, o coração se estende da sexta costela até a borda caudal sétima ou oitava costela. Ferrets com problema cardíaco apresentam indicadores ao exame clínico os quais são detectados na inspeção, auscultação, e palpação. Na inspeção, ferrets afetados podem demonstrar cianose, tempo de preenchimento capilar prolongado, e distensão ou pulsação da veia jugular. Ascite é relativamente comum, e uma hepatomegalia e esplenomegalia podem ser palpados.

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Outros sinais ao exame clínico podem incluir hipotermia, depressão, desidratação, e fraqueza de membros posteriores ou generalizada. O diagnóstico dos casos sintomáticos ou assintomáticos é obtido com a integração dos dados encontrados na história clínica e exame físico, radiografia torácica, eletrocardiografia, e quando possível, ecocardiografia. Exames complementares podem ser solicitados como hemograma completo, bioquímica sanguínea, teste para microfilárias, toracocentese ou abdominocentese com análise de fluido. Cabe ressaltar que animais mais velhos podem apresentar concomitantemente insulinoma, tumor em adrenal, e linfoma.

O tratamento para os animais acometidos com doença cardíaca segue os protocolos utilizados para cães e gatos. As alterações cardíacas mais comuns nos ferrets são a cardiomiopatia dilatada, cardiomiopatia hipertrófica, alteração valvular, miocardite, doença congênita, neoplasia e ´´verme do coração“ (dirofilariose).

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