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Aves

Pediatria em aves

Nas aves, podemos classificar os filhotes como altores ou altriciais (ficam nos ninhos) ou precoces (nidífugos) ao eclodir.

Na eclosão as aves altriciais apresentam pouca ou nenhuma penugem, apresentam um desenvolvimento musculoesquelético fraco e dependem da alimentação e do aquecimento por parte dos pais. Nesta classe estão inclusos os psitaciformes, pássaros, tucanos, pombos e rolas.

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As aves de rapina são semi-altriciais e requerem uma atenção por parte dos pais para sobreviver. Continue lendo Pediatria em aves

Respiração nas aves

O sistema respiratório das aves tem pulmões rígidos de volume fixo e sacos aéreos complacentes. Os pulmões atuam como um local de trocas gasosas do sistema respiratório.

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Sacos aéreos grandes de paredes finas originam-se de alguns brônquios secundários. Um grupo cranial (sacos aéreos cervicais, clavicular e torácicos craniais) conecta-se aos brônquios secundários médio-ventrais; um grupo caudal (sacos aéreos torácicos caudais e abdominais) conecta-se aos brônquios secundários látero-ventrais e médio-dorsais e aos brônquios primários intrapulmonares. Todos os sacos aéreos são pares, exceto o clavicular; nas galinhas, patos, pombos e perus, há um total de nove sacos aéreos.

Os divertículos surgem de muitos sacos aéreos e penetram em alguns ossos. Embora a maioria dos ossos em algumas aves sejam pneumáticos (mesmo os ossos do crânio e falanges distais no pelicano), o osso pneumático mais importante nas espécies domésticas é o úmero. O divertículo supra-umeral do saco aéreo clavicular estende-se dentro desse osso, e é possível para a ave ventilar seu pulmão através de um úmero quebrado. O volume de gás nos sacos aéreos é aproximadamente 10 vezes maior do que o dos pulmões, com o volume do sistema respiratório total atingindo 500 ml em galos grandes. Praticamente não ocorrem trocas gasosas nas paredes dos sacos aéreos.

As modificações do volume corporal são causadas por contração dos músculos inspiratórios e expiratórios, ambos ativos e igualmente importantes (mesmo na ventilação em repouso). As aves, ao contrário dos mamíferos, não possuem diafragma e os músculos esqueléticos da parede corporal fornecem energia para a modificação do volume do corpo. O volume corporal aumenta durante a inspiração por causa do movimento ventro-cranial do esterno e lateral das costelas. O complexo esterno-coracóide fixa-se a espádua e a ponta do esterno desloca-se em arco, enquanto a ave respira.

Durante a inspiração, o volume corporal (torácico e abdominal) aumenta, o que diminui a pressão nos sacos aéreos em relação à da atmosfera e o gás desloca-se através dos pulmões para dentro dos sacos aéreos. Ao contrário, durante a expiração, o volume corporal diminui, a pressão nos sacos aéreos aumenta em relação à da atmosfera e o gás é forçado para fora dos sacos aéreos e de volta, através dos pulmões, para o meio ambiente. Assim, o gás flui através dos pulmões da ave durante ambas as fases do ciclo respiratório.

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O sistema de controle ventilatório atua no ajuste da quantidade e padrão ventilatório para adquirir uma constância relativa dos gases no sangue arterial em condições de repouso. Essa função parece ser exercida por influência de muitos impulsos de entrada aferentes, vindos tanto dos receptores periféricos como centrais, no oscilador respiratório central que, por sua vez, controla os neurônios motores que inervam os músculos respiratórios.

Durante o estresse pelo calor em aves, a frequência respiratória aumenta de maneira acentuada, à medida que o volume respiratório diminui e, finalmente, ocorre polipnéia. A ventilação total em tais condições pode aumentar seis a sete vezes. É espantoso o fato de que, em algumas aves (avestruz, galinha mestiça, perdiz, cegonha, marreco-de-pequim, pombo), essa acentuada alteração na ventilação total resulta em alteração nos gases e no pH do sangue arterial. Em algumas aves (galinha), a ventilação aumenta de forma acentuada durante a polipnéia, resultando em severa hipocapnia e alcalose. As razões para as diferenças entre as espécies são desconhecidas.

O agrupamento neuronal respiratório, responsável pela ação rítmica dos músculos respiratórios, está no tronco cerebral, provavelmente na região da ponte e parte rostral do bulbo.

Devido à necessidade de um movimento ventro-cranial do esterno para que a ave modifique seu volume corporal no processo de movimentar os gases através dos pulmões, deve-se ser extremamente cauteloso para não conter uma ave de maneira que o movimento esternal seja impedido, ou ela não poderá ventilar seus pulmões adequadamen

O controle da respiração parece estar diretamente envolvido no grau de calcificação da casca do ovo. Sob condições de hiperventilação, como freqüentemente acontece no estresse pelo calor, são formados ovos de casca fina. Durante procedimentos cirúrgicos em que a cavidade toracoabdominal é aberta (castração de frangos), os sacos aéreos são rompidos e a capacidade da ave para ventilar seus pulmões pode ficar seriamente comprometida. As aves têm um fator de segurança muito baixo para a maioria dos anestésicos e é fácil induzir parada respiratória. Quando isto acontece, os pulmões podem ser artificialmente ventilados por delicada ação de bombeamento sobre o esterno, comprimindo e expandindo assim a cavidade toracoabdominal. O gás, então, irá deslocar-se através dos pulmões e as trocas gasosas poderão ocorrer até que a concentração do agente anestésico diminua e a respiração espontânea recomece.

 

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Medicina de aves

O número de pessoas que adotam as aves como animais de estimação cresce a cada dia, uma vez que as mesmas necessitam de um pequeno espaço físico para viver, além da praticidade do seu manejo.

Este grande mercado de aves, quer ele seja legalizado ou ilegal, vindo de criadores autorizados e legalizados ou tráfico, necessita de uma série de profissionais qualificados ou  ´´especializados“ que propiciem o bem estar animal. Infelizmente a minoria da população sabe que dentro da medicina veterinária este aprimoramento existe, e abrange a área de animais silvestres. Os profissionais são aperfeiçoados a partir de cursos fornecidos pelas faculdades e de cursos extracurriculares.

Quando agendo uma consulta, informo sempre ao proprietário que a gaiola não deve ser limpa antes da visita. Os excrementos das aves são meios complementares de diagnóstico e podem ser coletados por até 24 a 48 horas antes da data da consulta. O jornal com os excrementos devem ser acondicionados em um saco plástico (Ziploc). Antes do transporte da ave para o consultório, a água deve ser retirada e também os poleiros, os balanços e os brinquedos se a ave estiver fraca ou severamente doente. A gaiola deve ser coberta proporcionando um aquecimento e aliviando o estresse. O proprietário sempre deve estar atento aos hábitos diários de seu animal, pois o médico veterinário irá “bombardeá-lo´´ com muitas perguntas para chegar o mais próximo possível do diagnóstico. Os assuntos mais abordados são: capacidade de vôo, exposição à luz solar natural, alterações no ambiente, acesso a toxinas (chumbo, zinco, plantas tóxicas, inseticidas), traumatismo, umidade ambiental, estresse dentre outras. Continue lendo Medicina de aves

Alimentação em Aves

Cada espécie possui uma dieta específica. Por exemplo um beija-flor nunca poderá ser alimentado com a mesma dieta de um psitaciforme (papagaio por exemplo).

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A diluição e frequência de alimentação também são fatores importantíssimos que não devem ser negligenciados. Aves mais jovens que uma semana de idade podem beneficiar-se de uma alimentação em horas cheias.  Aves mais velhas podem ter sua última alimentação entre 22:00 à 00:00h, podendo  receber sua primeira alimentação entre 6 e 7h.

Deve-se palpar o papo antes de cada alimentação. Uma limpeza e higiene apropriadas são importantes para a saúde de uma ave manualmente alimentada. Deve-se misturar uma fórmula fresca em cada alimentação e o restante da fórmula anterior não deve ser refrigerado e utilizado mais tarde. A fórmula deve ser aquecida a 38,3 a 40 graus Celsius com água quente, um prato quente ou uma cafeteira.

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