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Lagomorfos

Paresia / paralisia de membros posteriores em lagomorfos (coelhos)

Sempre atendo casos em que o cliente refere certa dificuldade locomotora em seu coelho. Em minha casuística percebo que os membros posteriores ocupam local de destaque. Citarei de forma breve as prováveis alterações e seus agentes causadores.

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Os mais comuns são as fraturas ou luxações vertebrais. Geralmente a vértebra mais acometida é a L7 (lombar). Esta injúria decorre de uma manipulação inadequada do animal, mas pode também ser por uma agitação brusca ou briga dentro da gaiola. Os coelhos são providos com musculatura dos membros posteriores potente. Qualquer movimento brusco em que o animal ´´rotacione“ sobre a junção lombosacral, pode causar um dano vertebral. Além de apresentar paraplegia, alguns sinais neurológicos podem ser observados como perda da sensibilidade da pele, perda do controle motor sobre a bexiga e esfíncter anal, sendo que estes outros sinais clínicos são dependentes da gravidade da lesão vertebral.

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A suspeita clínica é confirmada radiograficamente. Continue lendo Paresia / paralisia de membros posteriores em lagomorfos (coelhos)

Dermatite das dobras cutâneas

Fui chamado para atender um caso mais comum do que imaginado.

Coelhinho macho, adulto, iniciou apetite caprichoso e irrequieto.

Notei lesões no pescoço, justamente nas dobras, pois se tratava de um animal obeso.

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Diagnóstico dado (dermatite das dobras cutâneas) e iniciado o tratamento. Após contato telefônico com cliente, o paciente apresenta-se melhor, mas ainda devemos realizar dieta para emagrecimento progressivo.

Coelho gordo não é coelho saudável!

Animal Exótico, diminuindo as fronteiras entre homens e animais!

 

Infecção por Bordetella bronchiseptica

A infecção clínica é relativamente comum em cobaias, cães e suínos. Ratos, coelhos, gatos, pássaros e primatas também podem desenvolver a infecção clínica, mas estes animais normalmente se apresentam portadores.

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A Bordetella bronchiseptica  é um bacilo ou cocobacilo pequeno, móvel e Gram (-). A transmissão se dá por contato direto com animais clinicamente afetados, portadores, fômites e aerossóis respiratórios. Continue lendo Infecção por Bordetella bronchiseptica

Dermatomicose em roedores e coelhos (lagomorfos)

As dermatomicoses em coelhos não são achados comuns. Lesões circulares, com ou sem prurido (coceira), alopecia (falta de pêlos) e aparência seca são os sinais mais comuns.

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Trichophyton mentagrophytes é o mais comum dermatófito encontrado nos coelhos, mas o Microsporum também pode ser encontrado. As lesões geralmente aparecem na cabeça, membros e patas. Os indivíduos jovens são mais acometidos que os adultos. A falta de higiene, desnutrição, número excessivo de animais por recinto, agentes externos estressantes, e infecções secundárias são fatores predisponentes.  Continue lendo Dermatomicose em roedores e coelhos (lagomorfos)

Abscessos em coelhos (lagomorfos)

Abscesso é uma cavidade formada pela desintegração do tecido que contém um exudato purulento caseso.

Pus é o produto da supuração  o qual é um processo inflamatório que ocorrre na presença de organismos piogênicos que resistem a fagocitose. O pus consiste de fagócitos mortos, predominantemente neutrófilos, exudato inflamatório, bactérias e restos celulares.

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Eventualmente o abscesso torna-se cercado por uma cápsula fibrosa composta por fibroblastos e células inflamatórias, com uma camada interna de neutrófilos degenerados. O abscesso aumenta ao longo da linha de menor resistência e podendo romper-se através da pele  ou dentro da cavidade corporal, secretando pus, bactérias e toxinas. A intervenção cirúrgica para proporcionar a drenagem pode resolver o processo de supuração ou o mesmo pode cronificar-se. Continue lendo Abscessos em coelhos (lagomorfos)