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Sternostoma tracheocolum (Ácaro aerossacular ou traqueal)

O Sternostoma geralmente acomete canários, periquitos australianos, calopsita e os fringilídeos.

Este ácaro traqueal pode causar vários sinais respiratórios graves como alterações na vocalização, respiração com o bico aberto, dispnéia, descarga nasal, perda de peso, som de estalido, tosse, espirros e no caso de infecção severa, pode ocorrer a morte do animal por asfixia.

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Os animais jovens se infectam no início de sua alimentação por aves já infectadas. A incubação em diamante-de-gould (Gouldian Finches) é de três semanas, mas pode ser de meses em outras espécies.

A larva, ninfa ou o parasita adulto localizado em qualquer região do trato respiratório, sugerindo que seu ciclo de vida total ocorra no hospedeiro infectado. A transiluminação traqueal, lavado transtraqueal e a identificação dos ovos nas fezes, são meios diagnósticos.

Na necropsia, os ácaros aparecem como pontos pretos no muco.

Referências

Antinoff N. & Hahn K. 2004. Ferret oncology: diseases, diagnostics, and therapeutics. Veterinary Clinic Exotic Animal,  v. 7, p. 579-625. Continue lendo Sternostoma tracheocolum (Ácaro aerossacular ou traqueal)

Zoonoses endoparasitárias de répteis

Nos últimos anos, a utilização de animais silvestres como animais de estimação cresceu consideravelmente, mas infelizmente, muitos desses animais têm pouca longevidade em cativeiro devido à falta de informações básicas relacionadas ao manejo. A ausência deste conhecimento indispensável à vida provoca queda de resistência nos animais, promove desequilíbrio orgânico e propicia o desencadeamento ou estabelecimento de doenças virais, bacterianas, nutricionais e principalmente zoonoses, as quais são patologias de animais vertebrados que podem ser transmitidas ao homem, como por exemplo, a raiva, a toxoplasmose, a leptospirose, entre outras .

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A introdução de um animal silvestre ao ambiente doméstico e pode ocasionar um problema de saúde pública, caso não sejam adotadas medidas profiláticas . Continue lendo Zoonoses endoparasitárias de répteis

Respiração nas aves

O sistema respiratório das aves tem pulmões rígidos de volume fixo e sacos aéreos complacentes. Os pulmões atuam como um local de trocas gasosas do sistema respiratório.

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Sacos aéreos grandes de paredes finas originam-se de alguns brônquios secundários. Um grupo cranial (sacos aéreos cervicais, clavicular e torácicos craniais) conecta-se aos brônquios secundários médio-ventrais; um grupo caudal (sacos aéreos torácicos caudais e abdominais) conecta-se aos brônquios secundários látero-ventrais e médio-dorsais e aos brônquios primários intrapulmonares. Todos os sacos aéreos são pares, exceto o clavicular; nas galinhas, patos, pombos e perus, há um total de nove sacos aéreos.

Os divertículos surgem de muitos sacos aéreos e penetram em alguns ossos. Embora a maioria dos ossos em algumas aves sejam pneumáticos (mesmo os ossos do crânio e falanges distais no pelicano), o osso pneumático mais importante nas espécies domésticas é o úmero. O divertículo supra-umeral do saco aéreo clavicular estende-se dentro desse osso, e é possível para a ave ventilar seu pulmão através de um úmero quebrado. O volume de gás nos sacos aéreos é aproximadamente 10 vezes maior do que o dos pulmões, com o volume do sistema respiratório total atingindo 500 ml em galos grandes. Praticamente não ocorrem trocas gasosas nas paredes dos sacos aéreos.

As modificações do volume corporal são causadas por contração dos músculos inspiratórios e expiratórios, ambos ativos e igualmente importantes (mesmo na ventilação em repouso). As aves, ao contrário dos mamíferos, não possuem diafragma e os músculos esqueléticos da parede corporal fornecem energia para a modificação do volume do corpo. O volume corporal aumenta durante a inspiração por causa do movimento ventro-cranial do esterno e lateral das costelas. O complexo esterno-coracóide fixa-se a espádua e a ponta do esterno desloca-se em arco, enquanto a ave respira.

Durante a inspiração, o volume corporal (torácico e abdominal) aumenta, o que diminui a pressão nos sacos aéreos em relação à da atmosfera e o gás desloca-se através dos pulmões para dentro dos sacos aéreos. Ao contrário, durante a expiração, o volume corporal diminui, a pressão nos sacos aéreos aumenta em relação à da atmosfera e o gás é forçado para fora dos sacos aéreos e de volta, através dos pulmões, para o meio ambiente. Assim, o gás flui através dos pulmões da ave durante ambas as fases do ciclo respiratório.

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O sistema de controle ventilatório atua no ajuste da quantidade e padrão ventilatório para adquirir uma constância relativa dos gases no sangue arterial em condições de repouso. Essa função parece ser exercida por influência de muitos impulsos de entrada aferentes, vindos tanto dos receptores periféricos como centrais, no oscilador respiratório central que, por sua vez, controla os neurônios motores que inervam os músculos respiratórios.

Durante o estresse pelo calor em aves, a frequência respiratória aumenta de maneira acentuada, à medida que o volume respiratório diminui e, finalmente, ocorre polipnéia. A ventilação total em tais condições pode aumentar seis a sete vezes. É espantoso o fato de que, em algumas aves (avestruz, galinha mestiça, perdiz, cegonha, marreco-de-pequim, pombo), essa acentuada alteração na ventilação total resulta em alteração nos gases e no pH do sangue arterial. Em algumas aves (galinha), a ventilação aumenta de forma acentuada durante a polipnéia, resultando em severa hipocapnia e alcalose. As razões para as diferenças entre as espécies são desconhecidas.

O agrupamento neuronal respiratório, responsável pela ação rítmica dos músculos respiratórios, está no tronco cerebral, provavelmente na região da ponte e parte rostral do bulbo.

Devido à necessidade de um movimento ventro-cranial do esterno para que a ave modifique seu volume corporal no processo de movimentar os gases através dos pulmões, deve-se ser extremamente cauteloso para não conter uma ave de maneira que o movimento esternal seja impedido, ou ela não poderá ventilar seus pulmões adequadamen

O controle da respiração parece estar diretamente envolvido no grau de calcificação da casca do ovo. Sob condições de hiperventilação, como freqüentemente acontece no estresse pelo calor, são formados ovos de casca fina. Durante procedimentos cirúrgicos em que a cavidade toracoabdominal é aberta (castração de frangos), os sacos aéreos são rompidos e a capacidade da ave para ventilar seus pulmões pode ficar seriamente comprometida. As aves têm um fator de segurança muito baixo para a maioria dos anestésicos e é fácil induzir parada respiratória. Quando isto acontece, os pulmões podem ser artificialmente ventilados por delicada ação de bombeamento sobre o esterno, comprimindo e expandindo assim a cavidade toracoabdominal. O gás, então, irá deslocar-se através dos pulmões e as trocas gasosas poderão ocorrer até que a concentração do agente anestésico diminua e a respiração espontânea recomece.

 

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