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Quando levar meu animal ao médico veterinário?

Para nós médicos veterinários a resposta esta na ponta da língua, mas para muitos proprietários o assunto se torna um dilema.

As aves “fingem” estar bem, isso devido a evolução. Se imagine como uma ave doente em grupo de 10 aves hígidas. Chega um gavião bem perto do grupo avaliando o indivíduo (você) menos apto à fuga. Então você, mesmo muito doente, fica firme e forte no galho “fingindo” estar bem, entendeu? Se o gavião percebesse que era fraca, seria devorado. Lembre desta dica: se há alteração de comportamento, deve levá-la ao doctor!

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Os répteis são mais tranquilos, ficam ali só de boa, então a melhor forma para você avaliar sua condição,  é se comem ou não. Os médicos veterinários especializados, conhecem as espécies e realizam exames específicos, chegando a conclusão diagnóstica.

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Nossos pequenos roedores ficam em suas gaiolas, e poucos são manuseados diariamente. Quando você percebe que ele está muito quietinho, poderá ser tarde ;-(. Observe diariamente se comeram, beberam, se as fezes e urina estão normais, em caso de alteração, consulta!

Com os coelhos é mais fácil, pois geralmente são criados como cães, e realmente são inteligentes e ótimos animais de estimação. Observe também as fezes, urina e se comeram ou não 😉

Os ferrets muitas vezes são encontrados prostrados. Neste caso é fácil verificar que se trata de uma urgência ou emergência, mas o emagrecimento crônico, perda dos movimentos, alterações na pelagem, são sinais de doença. Não espere que a natureza o cure, leve-o ao médico veterinário, para que um diagnóstico seja obtido e tratamento instituído.

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Animal Exótico, diminuindo as fronteiras entre homens e animais!

Paresia / paralisia de membros posteriores em lagomorfos (coelhos)

Sempre atendo casos em que o cliente refere certa dificuldade locomotora em seu coelho. Em minha casuística percebo que os membros posteriores ocupam local de destaque. Citarei de forma breve as prováveis alterações e seus agentes causadores.

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Os mais comuns são as fraturas ou luxações vertebrais. Geralmente a vértebra mais acometida é a L7 (lombar). Esta injúria decorre de uma manipulação inadequada do animal, mas pode também ser por uma agitação brusca ou briga dentro da gaiola. Os coelhos são providos com musculatura dos membros posteriores potente. Qualquer movimento brusco em que o animal ´´rotacione“ sobre a junção lombosacral, pode causar um dano vertebral. Além de apresentar paraplegia, alguns sinais neurológicos podem ser observados como perda da sensibilidade da pele, perda do controle motor sobre a bexiga e esfíncter anal, sendo que estes outros sinais clínicos são dependentes da gravidade da lesão vertebral.

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A suspeita clínica é confirmada radiograficamente. Continue lendo Paresia / paralisia de membros posteriores em lagomorfos (coelhos)

Dermatite das dobras cutâneas

Fui chamado para atender um caso mais comum do que imaginado.

Coelhinho macho, adulto, iniciou apetite caprichoso e irrequieto.

Notei lesões no pescoço, justamente nas dobras, pois se tratava de um animal obeso.

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Diagnóstico dado (dermatite das dobras cutâneas) e iniciado o tratamento. Após contato telefônico com cliente, o paciente apresenta-se melhor, mas ainda devemos realizar dieta para emagrecimento progressivo.

Coelho gordo não é coelho saudável!

Animal Exótico, diminuindo as fronteiras entre homens e animais!

 

Sternostoma tracheocolum (Ácaro aerossacular ou traqueal)

O Sternostoma geralmente acomete canários, periquitos australianos, calopsita e os fringilídeos.

Este ácaro traqueal pode causar vários sinais respiratórios graves como alterações na vocalização, respiração com o bico aberto, dispnéia, descarga nasal, perda de peso, som de estalido, tosse, espirros e no caso de infecção severa, pode ocorrer a morte do animal por asfixia.

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Os animais jovens se infectam no início de sua alimentação por aves já infectadas. A incubação em diamante-de-gould (Gouldian Finches) é de três semanas, mas pode ser de meses em outras espécies.

A larva, ninfa ou o parasita adulto localizado em qualquer região do trato respiratório, sugerindo que seu ciclo de vida total ocorra no hospedeiro infectado. A transiluminação traqueal, lavado transtraqueal e a identificação dos ovos nas fezes, são meios diagnósticos.

Na necropsia, os ácaros aparecem como pontos pretos no muco.

Referências

Antinoff N. & Hahn K. 2004. Ferret oncology: diseases, diagnostics, and therapeutics. Veterinary Clinic Exotic Animal,  v. 7, p. 579-625. Continue lendo Sternostoma tracheocolum (Ácaro aerossacular ou traqueal)