Arquivo da tag: Veterinário

Clamidiose / psitacose, cuidado!

A Chlamydophila psittaci é um parasita bacteriano intracelular obrigatório que contém DNA e RNA com parede celular rudimentar que não contém ácido muriático ou peptidoglicano. São reconhecidas a Chlamydophila psittaci e a Chlamydophila trachomatis e C. pneumoniae as quais estão restritas ao homem.

005

A transmissão ocorre pela dispersão de corpos elementares presentes na “poeira´´ das penas e fezes secas pelo ar. O microrganismo pode sobreviver por períodos logos em fezes e secreções secas. Sua ingestão pode ocasionar infecção das células epiteliais intestinais. Transmissão vertical através do ovo tem sido descrita em algumas espécies como, por exemplo, o pato, periquito, gaivota, e sugerido em perus. O agente pode ser identificado nas fezes até 10 dias antes do aparecimento clinico da doença. Continue lendo Clamidiose / psitacose, cuidado!

Sternostoma tracheocolum (Ácaro aerossacular ou traqueal)

O Sternostoma geralmente acomete canários, periquitos australianos, calopsita e os fringilídeos.

Este ácaro traqueal pode causar vários sinais respiratórios graves como alterações na vocalização, respiração com o bico aberto, dispnéia, descarga nasal, perda de peso, som de estalido, tosse, espirros e no caso de infecção severa, pode ocorrer a morte do animal por asfixia.

193

 

Os animais jovens se infectam no início de sua alimentação por aves já infectadas. A incubação em diamante-de-gould (Gouldian Finches) é de três semanas, mas pode ser de meses em outras espécies.

A larva, ninfa ou o parasita adulto localizado em qualquer região do trato respiratório, sugerindo que seu ciclo de vida total ocorra no hospedeiro infectado. A transiluminação traqueal, lavado transtraqueal e a identificação dos ovos nas fezes, são meios diagnósticos.

Na necropsia, os ácaros aparecem como pontos pretos no muco.

Referências

Antinoff N. & Hahn K. 2004. Ferret oncology: diseases, diagnostics, and therapeutics. Veterinary Clinic Exotic Animal,  v. 7, p. 579-625. Continue lendo Sternostoma tracheocolum (Ácaro aerossacular ou traqueal)

Zoonoses endoparasitárias de répteis

Nos últimos anos, a utilização de animais silvestres como animais de estimação cresceu consideravelmente, mas infelizmente, muitos desses animais têm pouca longevidade em cativeiro devido à falta de informações básicas relacionadas ao manejo. A ausência deste conhecimento indispensável à vida provoca queda de resistência nos animais, promove desequilíbrio orgânico e propicia o desencadeamento ou estabelecimento de doenças virais, bacterianas, nutricionais e principalmente zoonoses, as quais são patologias de animais vertebrados que podem ser transmitidas ao homem, como por exemplo, a raiva, a toxoplasmose, a leptospirose, entre outras .

185

A introdução de um animal silvestre ao ambiente doméstico e pode ocasionar um problema de saúde pública, caso não sejam adotadas medidas profiláticas . Continue lendo Zoonoses endoparasitárias de répteis

Anorexia em répteis

A anorexia tem sido definida como a perda do apetite ou a perda da resposta alimentar. A anorexia é um sinal clínico e não uma doença!

Um bom exame clínico somado a história clínica, são imprescindíveis para iniciar uma pesquisa sobre o causador deste sinal. A anorexia pode ocorrer em animais recentemente adquiridos ou animais que simplesmente deixaram de comer. Pode vir acompanhada de diarréia. A anorexia crônica pode levar o animal a debilidade e até mesmo a morte.

115

As condições mais frequentemente encontradas causadoras de anorexia são as condições impróprias de manejo. Temperatura externa inadequada, tanto para cima ou para baixo da ideal; oferta de alimento no período errado do dia e alimento inadequado são alguns dos erros mais comumente observados. Algumas espécies noturnas não comerão se receberem a dieta nas horas claras do dia, mas a ingestão do alimento poderá ocorrer se a comida for oferecida respeitando o ciclo normal de atividade do animal. A luz nunca deve permanecer ligada 24 horas por dia! Continue lendo Anorexia em répteis