Urolitíase em Cães

A urolitíase é uma concreção policristalina encontrada no trato urinário. Urólitos também são chamados de pedras ou cálculos. Mais de um cristal pode ser encontrado ou compor um único urólito.2

A urina dos cães é uma solução complexa que permite que os sais (ex. oxalato de cálcio e fosfato de amônio magnesiano) permaneçam em solução sob condições de  intensa saturação.1

A cristalúria é uma consequência da intensa saturação da urina, e caso os cristais se agreguem e não haja uma excreção adequadas dos mesmos, os urólitos podem ser formados. Vários estudos demonstram que os urólitos mais comumente encontrados são os de estruvita (fosfato de amônio magnesiano), seguidos pelos urólitos de oxalato de cálcio, urato, silicato, cistina, e tipos mistos. 1

Temos como fatores que contribuem para a cristalização dos sais e formação dos urólitos a concentração suficientemente alta de sais na urina, período de tempo adequado no interior do trato urinário para que ocorra pH urinário favorável a cristalização, um núcleo sobre o qual a cristalização possa ocorrer, e concentrações reduzidas dos inibidores da cristalização da urina. O alto consumo dietético de minerais e proteínas e a capacidade dos cães de produzir urina altamente concentrada contribuem para a supersaturação da urina com sais. Em alguns casos, a reabsorção tubular reduzida (por ex. cálcio, cistina e acido úrico) ou a produção elevada secundária a infecção bacteriana (por ex. íons fosfato e amônio) também contribuem para a intensa saturação urinária. 1 Algumas raças são mais predispostas (genética) a formarem urólitos como o Schnauzer miniatura, Poodle miniatura, Teckel, Shih Tzu, Cocker spaniel, e o Dálmata. Cabe ressaltar que todos os cães, independente de raça ou idade podem formar urólitos. 2

Os animais podem apresentar, dependendo da localização do urólito, oligúria (várias tentativas de urinar com pouco volume), disúria (condição dolorosa pelo ato de urinar), anúria (não urina), hematúria (sangue na urina), distensão vesical, sinais de uremia pós-renal, polaquiúria (necessidade de urinar por várias vezes), hidronefrose, sinais sistêmicos como anorexia, depressão, febre, ou até mesmo alguns animais podem ser assintomáticos. 2

O diagnóstico é feito através da anamnese, exame clínico, e exames laboratoriais como hemograma completo, urinálise, análise do urólito, radiografia, 2 ultra-sonografia, culturas, dentre outros.

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Anestesia em coelhos

ASPECTOS IMPORTANTES NA ANESTESIA DE COELHOS

Muitos fatores afetam a resposta de um coelho aos anestésicos e uma dose suficiente para matar um animal pode afetar fracamente um outro. Os fatores específicos que influenciam na resposta são sexo, idade, linhagem, peso corpóreo, percentual de gordura corpórea, estado nutricional e saúde, conteúdo gastrintestinal, hora do dia, variações genéticas e os rítmos respiratório e metabólico (HARKNESS, 1993).

Alguns pacientes debilitados necessitam de um suporte nutricional prévio (HARCOURT-BROWN, 2002).

coelho-anestesia

No procedimento pré-operatório, cabe lembrar que alguns coelhos possuem atropinesterase, que hidrolisa e inativa a atropina circulante no sangue. Portanto, a dose de atropina varia bastante e pode ser necessário aumentar ou administrá-la em intervalos (HARKNESS, 1993).

A intubação endotraqueal é dificultada nos coelhos em virtude da longa distância entre os incisivos e a epiglote, dos dentes extremamente afiados e do pequeno tamanho da cavidade bucal e ocorrência de espasmo da laringe. Um tubo endotraqueal de Cole ou tubo nasoral de Shiley pode ser utilizado para intubação. Para os coelhos o diâmetro varia de 2.0 a 4.0mm (HARKNESS, 1993).

Bons equipamentos anestésicos, além da observância das doses exatas pelo anestesista, aumentam a segurança da anestesia (HARCOURT-BROWN, 2002)

A anestesia tópica para prevenir o espasmo da laringe não é indicada, pois pode suprimir o movimento da glote durante a deglutição (HARKNESS, 1993).

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